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Grupo Aprecisa Gaspar do Amaral

Painel · Gaspar do Amaral · newsletter «A Escada de Mil Anos»

Painel do Grão de 1128

De 2028 a 1128, degrau a degrau: o que se prova e o que é tradição.

Versão 0.1 · 29 de outubro de 2026

Livro de Família (1944), auditado no n.º 1 · José Mattoso, D. Afonso Henriques (2007) · Boletim DGEMN n.º 108 (1962) · Museu de Alberto Sampaio · Europeana (API) · Wikidata (dados abertos) · atualizado todas as segundas-feiras · última atualização: 29/10/2026, 01:15 (hora de Lisboa)

1128: quem estava

Não há uma lista dos combatentes de São Mamede. Há documentos assinados: quem estava ao lado do infante aparecia como confirmante nos diplomas, como as testemunhas numa escritura de hoje. Foi com essas listas que José Mattoso reconstruiu os dois campos.

Ao lado do infante

  • Ermígio Moniz de Ribadouro

    Governa Faria e Santo Estêvão de Ribalima; mordomo-mor de 1128 a 1135; morre em 1135 sem descendentes.

    Relação com a escada: Mesmo tronco (Ribadouro) que o livro reclama nos graus 3.º–5.º; sem filhos, não pode ser antepassado.

    Mattoso (2007), pp. 35–36, 51, 62, 388

  • Egas Moniz de Ribadouro, o Aio

    Governa São Martinho, Lamego e Neiva; confirma uma carta do infante «no castelo de Faria»; mordomo-mor de 1136 a 1146.

    Relação com a escada: Colateral possível, se a tradição dos graus 3.º–5.º estiver certa.

    Mattoso (2007), pp. 35–37, 51, 61, 388

  • Mendo Moniz de Ribadouro

    Governa a terra de Penafiel de Sousa.

    Relação com a escada: Colateral possível; o vale do Sousa fica junto de Felgueiras.

    Mattoso (2007), p. 51

  • Lourenço Viegas, o Espadeiro

    Alferes-mor em 1129; da família de Ribadouro.

    Relação com a escada: Patronímico «Viegas» (filho de Egas), o mesmo do 5.º grau do livro.

    Mattoso (2007), p. 388

  • Soeiro Mendes de Sousa, o Grosso

    Tenente de Aguiar de Sousa; ajudou o infante no cerco de Guimarães (doação de 1129).

    Relação com a escada: Casa de Sousa (Pombeiro): hipótese H4, sem elo documentado.

    Mattoso (2007), pp. 51, 58

  • Paio Soares da Maia

    Antigo mordomo e alferes do conde D. Henrique; possível chefe da revolta dos barões.

    Relação com a escada: Nenhuma no livro.

    Mattoso (2007), pp. 51–52

Ao lado de D. Teresa

  • Fernão Peres de Trava

    Conde galego, ao lado de D. Teresa; vencido em São Mamede.

    Relação com a escada: Nenhuma no livro.

    Mattoso (2007), pp. 61–63

  • Egas Gosendes de Baião e filhos

    Ao lado de D. Teresa; vencidos em São Mamede.

    Relação com a escada: Nenhuma no livro.

    Mattoso (2007), pp. 61–63

Os dois degraus mais perto de 1128

D. Egas Hermiges, o Bravo (4.º grau) e D. Paio Viegas (5.º grau) não aparecem em nenhum dos documentos usados por Mattoso. Nenhum nome da escada está provado em São Mamede.

Mapa do Entre-Douro-e-Minho com Guimarães e as terras governadas pelos senhores do lado do infante: Faria, Neiva, Lamego, São Martinho, Penafiel de Sousa e Aguiar de Sousa
As terras da corte de 1128. Cada ponto é uma terra governada por um dos senhores que estavam ao lado do infante. O ponto cinzento é Pombeiro, panteão dos Sousa, a 1,2 km da Casa da Eira.

O teste dos patronímicos: nove em nove

Na Idade Média, o segundo nome dizia de quem se era filho: Egas Hermiges é filho de Ermígio; Paio Viegas é filho de Egas; Martim Afonso é filho de Afonso. Do 3.º ao 11.º degrau, os nove patronímicos encaixam no nome do pai.

Não é prova: um genealogista de 1609 conhecia a regra e cumpria-a. Mostra só que a escada é coerente por dentro. O veredicto: a escada passa ao lado de São Mamede, pelo mesmo tronco dos Ribadouro, mas sem um único nome documentado no dia da batalha.